domingo, 11 de janeiro de 2009

Comunidade histórica niteroiense ameaçada

Os moradores da Aldeia Imbuhy ,situada entre os bairros de Piratininga e Jurujuba, próxima ao Forte Imbuhy no município de Niterói, realizaram neste domingo (11) mais uma manifestação contra o despejo de 32 familias que vivem no local há mais de um século.
Os militares do Forte Imbuhy, vivem em conflito com os moradores do Imbhuy desde 1995, embora o Forte tenha sido criado com o consetimento dos moradores da Aldeia de pescadores do Imbuhy.

Foto:Renata Machado
Em 1994, a sede social da comunidade foi transformada em uma casa de militares e alguns anos depois, o Colégio Estadual da Aldeia se tornou um hotel onde ocorrem festas e comemorações no réveillon. O local também é alugado para eventos variados durante o ano. Enquanto isso, moradores da comunidade do Imbuhy lutam para não serem despejados de suas casas. Durante a manifestação, alguns apoiadores da causa denunciaram arbitrariedades e o descaso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para quem escreveram uma carta. E que o Ministério Público não está cumprindo seu papel.



Pessoas assinando em defesa da Aldeia Imbuhy
Foto:Renata Machado



Muitas pessoas que passavam pelo local ficaram surpresas com os manifestantes. "Eu não estava sabendo que isso ocorria naquela região do Forte, soube agora na manifestação e estou chocada. É realmente triste a atitude dos militares com os moradores da Aldeia Imbuhy, isso não está certo e não pode ficar assim, vergonhoso o atual prefeito da cidade não tomar nenhuma atitude,’’ disse a pedagoga Helena dos Santos.

’’É algo que não sai na mídia na hora certa, nem nos jornais. Foi a primeira coisa que pensei quando olhei os cartazes. Fiquei surpreso pelo fato de não ser algo divulgado pela grande mídia. Se acontecer o despejo, deve sair uma pequena nota em algum jornal, aí será tarde demais. O pecado da omissão das pessoas é muito grave. Sou totalmente a favor dos moradores. Eles estão prestes a serem expulsos violentamente de suas casas e cadê os direitos humanos? Para marginais tem direiros humanos, para gente humilde e trabalhadora, não. É o país em que vivemos," dizia o vendedor Fabiano Cardoso.

1 comentários:

Maxx disse...

Mais uma, entre tantas outras, distorção da nossa sociedade.